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Diário

Casa da Vila: uma casa senhorial que guarda a memória da vila

19 de outubro de 2026

BrevementeOs quartos da Pure Casa da Vila ainda não estão abertos para reservas. Em breve abrimos as portas.

A vila de Vila do Bispo, onde fica a Casa da Vila

Há casas que se limitam a existir. Outras guardam o tempo dentro das paredes. A Pure Casa da Vila é das segundas.

Depois do grande terramoto de 1755, que abalou todo o sul de Portugal, Vila do Bispo levantou-se de novo, pedra sobre pedra. Dessa reconstrução nasceu uma casa senhorial, de porte altivo, no coração da vila. No rés-do-chão guardavam-se os cereais da terra — imagine o cheiro a trigo e a palha, os sacos empilhados, a vida do campo a entrar pela porta. No piso de cima, vivia-se.

Com o passar das décadas, a casa ganhou outras vozes. Foi Câmara Municipal e Repartição de Finanças: imagine as filas, os carimbos, as conversas ao balcão, as decisões que mudaram a vida de uma vila inteira.

Nos anos 60, o rés-do-chão trocou os papéis pela madeira e tornou-se uma marcenaria, onde se confecionavam trabalhos em madeira, feitos à mão. Imagine o cheiro da serradura, o som da plaina, as mãos a dar forma à madeira, peça a peça.

Nos anos 80, a casa abriu as montras ao comércio: lojas de roupa e de eletrodomésticos, o vaivém de quem descia à vila para as compras. Cada época deixou ali uma camada, como as camadas de cal de uma parede antiga.

Em 2017, o nosso fundador comprou a casa e decidiu fazer-lhe justiça. Renovou-a e requalificou-a por inteiro, com respeito pelo que ela foi e atenção ao que os hóspedes de hoje procuram, para a transformar na Pure Casa da Vila.

O rés-do-chão, onde se guardaram cereais, se trabalhou a madeira e se abriram montras, é hoje a casa dos nossos apartamentos. Quem dorme aqui dorme sobre a história de Vila do Bispo.

Já não se guardam cereais, nem se carimbam papéis, nem se aplaina madeira. Mas a casa continua a fazer o que sempre fez: acolher. Venha fazer parte do próximo capítulo.

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